Com a alta no custo da energia elétrica, empreendedores passam a investir em geração de energia distribuída para aumentar a eficiência de suas propriedades
Em um cenário de busca por previsibilidade financeira e diversificação patrimonial, proprietários de imóveis comerciais e industriais têm encontrado nas usinas fotovoltaicas uma nova forma de gerar renda recorrente e aumentar a competitividade de seus ativos. O movimento acompanha a expansão da energia solar no país, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) o Brasil já supera 42 GW de capacidade instalada, sendo a sua maior parte proveniente da geração distribuída – modelo que permite a instalação de sistemas em telhados, estacionamentos e terrenos.
A lógica vai além da economia na conta de luz. A usina fotovoltaica montada em galpões, centros logísticos, prédios comerciais ou áreas rurais pode atuar como ativo gerador de receita, diferencial competitivo para locação e ferramenta de valorização patrimonial.
Imóveis com geração própria de energia reduzem as despesas operacionais do inquilino, oferecendo maior previsibilidade financeira, o que pode justificar aluguéis mais altos, contratos de longo prazo e menor desocupação dos imóveis.
Segundo Dimael Monteiro, diretor geral da Helte – distribuidora nacional de kits fotovoltaicos e parceira de integradores que atendem projetos de todo o país – a energia solar deixou de ser apenas uma ferramenta de economia e passou a representar uma estratégia de geração de receita e valorização patrimonial, sendo cada vez mais vista pelos proprietários como um ativo financeiro dentro do imóvel.
Além disso, imóveis com geração própria tornam-se mais atrativos em mercados competitivos, especialmente para operações industriais, centros de distribuição e empresas com metas de sustentabilidade.
“Imóveis comerciais e industriais com geração própria se tornam mais competitivos. Além de reduzir custos operacionais, oferecem previsibilidade energética ao locatário, algo cada vez mais valorizado”, destaca Dimael Monteiro
Como gerar renda com energia solar e créditos de energia
O modelo de geração distribuída permite que a energia excedente produzida seja convertida em créditos, que podem ser compensados em outras unidades consumidoras do mesmo titular ou integradas a modelos de compartilhamento, como condomínios solares.
Na prática, isso significa que o proprietário pode transformar telhados, estacionamentos e terrenos ociosos em usinas capazes de gerar créditos de energia e receita recorrente. Em alguns casos, a usina é estruturada como ativo independente, com possibilidade de criação de SPEs (Sociedades de Propósito Específico) ou modelos de investimento compartilhado.





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